CPI vai pedir imediata prisão dos envolvidos em chacina de animais em VV

Família acusada do crime se negou a prestar depoimento da Comissão presidida por Janete de Sá

Bianca Guimarães, Lívia Guimarães e José Neto, a família investigada por chacina e maus-tratos de animais no caso conhecido como o Apartamento da Morte, em Vila Velha, não atenderam à convocação da CPI dos Maus-Tratos Contra os Animais da Assembleia Legislativa para prestar depoimento nesta quarta-feira (24).”Essa era uma oportunidade deles esclarecerem os fatos e se defenderem. Essa ausência só mostra a falta de compromisso dos três com a causa animal. Nós já estávamos de posse dos depoimentos que eles prestaram à Polícia Civil e por tudo que ouvimos aqui hoje das testemunhas temos provas de que eles exploravam os animais resgatados para arrecadar dinheiro, por meio de vaquinhas virtuais em redes sociais. Vamos pedir imediata prisão dos envolvidos”, declarou a deputada Janete de Sá (PMN), presidente da CPI!

Os primeiros a depor foram dois amigos pessoais de Bianca, Samara Caliari Arize e Vitor Hugo Moreira Saraiva. Os dois afirmaram que ela nunca usou cocaína, que morava na casa deles e que não deixava ninguém ir no apartamento dela. A informação de que ela seria usuária de drogas foi dada pelos pais dela à imprensa e em depoimentos à polícia.

As denúncias dos síndicos

“Eu só via animais entrarem no apartamento, nunca vi sair. O único que saiu foi um cachorro que pulou a janela do segundo andar, desesperado”. A afirmação foi feita pelo ex-síndico do edifício, Sérgio Augusto Azevedo Santos à CPI dos Maus Tratos aos Animais. Ele disse ainda que o apartamento constantemente ficava sem ninguém e que o mau cheiro era insuportável. “Algumas vezes eles retiravam muito sacos de lixo do local, mas não era possível ver o que tinha neles. Nós procuramos ajuda das autoridades, mas não fomos atendidos”, disse ele.

O atual síndico do apartamento onde 11 animais foram encontrados mortos no dia 8 de janeiro, em Vila Velha, Bruno Serafim Coelho disse que, desde 2019, eles reclamam de mau-cheiro vindo do imóvel e que Bianca não morava no local. “Não ouvia os animais latirem e nem Bianca andando com os mesmos. Os animais ficavam abandonados no apartamento e no início do ano aconteceu a tragédia que chocou a população capixaba”, disse ele.

A presidente da CPI também mostrou imagens de um pet shop em Vila Velha que mostram Bianca Guimarães bem disposta na noite anterior à data em que os animais foram encontrados mortos. Nas imagens, Bianca tira fotos das compras e do valor pago no caixa. A mulher que aparece com ela no vídeo é Samara Caliari Arize que confirmou ter ido com a amiga ao Pet na véspera do ocorrido. “Eu fui ao Pet Shop comprar ração para os meus animais. Bianca só comprou um petisco para o cachorro do namorado mais deixou na minha casa”, alegou.

A CPI ouviu outros depoimentos importantes. “Pelo que conseguimos apurar, tudo indica que a família tinha uma lógica criminosa. Eles sempre pediam dinheiro e divulgavam as contas em nome deles em todos os posts. O cachorro Zeus, que a CPI resgatou e estava sob a custódia de Lívia, é um dos sobreviventes da chacina no apartamento da Bianca, filha dela. Como as reclamações dos moradores vinham desde 2019, entendemos que os animais mais debilitados eram colocados no apartamento para morrer”.

Janete de Sá ressaltou ainda que o Brasil tem uma lei que pune com prisão os agressores de cães e gatos. “Nós não vamos sossegar enquanto os responsáveis por esse crime bárbaro não forem punidos. Nós não podemos aceitar que pessoas de má fé sobrevivam às custas dos animais, maltratando os mesmos e dificultando a vida dos bons protetores que por conta disso estão tendo dificuldades em conseguir ajuda para realmente investir no tratamento e custeio dos animais carentes”.

O advogado Jamilson Monteiro Santos, que defende os suspeitos não apresentou justificativa para ausência de seus clientes e ainda tentou tumultuar os trabalhos querendo interrogar as testemunhas. Não satisfeito ele ainda acionou outros advogados da OAB na tentativa de garantir a fala do mesmo o que foi indeferido pela deputada Janete de Sá depois de consulta a Procuradoria da Assembleia Legislativa.


Protetores se manifestam

Com cartazes e faixas cobrando punição para os culpados, um grupo de protetores de animais acompanharam a sessão da CPI nas galerias do plenário e também fizeram protesto em frente à Assembleia Legislativa.

Fonte: https://www.seculodiario.com.br/cidades/cpi-vai-pedir-imediata-prisao-dos-envolvidos-em-chacina-de-animais-em-vv

Vereador quer proibir que animais sejam mantidos acorrentados

O vereador Dr. Marcos Paulo (PSOL) apresentou um projeto de lei que proíbe que animais sejam mantidos acorrentados ou em situação semelhante. De acordo com o texto, o descumprimento da lei causaria multa ao infrator.

Caso o infrator seja um estabelecimento comercial, a multa será de R$ 1.000,00 a R$ 10.000,00; já se for uma pessoa natural, o valor passa a ser de R$ 1.000,00 a R$ 5.000,00, além da proibição de participação em concurso público.

Na justificativa do projeto, o vereador afirma que a ideia do projeto é inibir casos de maus-tratos aos animais através do acorrentamento, que prejudica a saúde e o bem-estar. Ele destaca que o ato de acorrentar o animal pode causar problemas físicos, lesões de pele, no pescoço e pelo corpo, além de problemas psicológicos.

Além disso, o acorrentamento também representa um risco para o animal, já que existem vários registros de cães que se enforcam ao ficarem presos em correntes e afins.

Em razão disso, é preciso extirpar tal conduta de nossa sociedade. Não se pode privar o animal da sua liberdade, para atender aos interesses de quem lhe detém a sua guarda. Acorrentar um animal por longos períodos, além de ser considerado maus-tratos, é uma conduta desumana“, diz o texto.

Fonte: https://diariodorio.com/vereador-quer-proibir-que-animais-sejam-mantidos-acorrentados/

Pesquisa da UFMG confirma primeiro caso de Covid-19 em animal em BH

Uma pesquisa com a participação do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (ICB-UFMG), detectou a presença da COVID-19 em um cachorro que convive com uma família em Belo Horizonte. Este é o primeiro caso da doença em um animal na capital mineira. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (22/02).

De acordo com o ICB, o cachorro, da raça boxer, convive com uma família que registrou casos de coronavírus. O caso foi descoberto por meio de uma pesquisa a nível nacional que, em Belo Horizonte, tem participação do Laboratório de Virologia Molecular, coordenado pelo Prof. Dr. Renato Santana de Aguiar, que também faz a testagem em animais.

No Brasil, são 11 casos confirmados de COVID-19 em animais: além do cachorro em Belo Horizonte, um gato (Cuiabá), quatro cães e um gato (Curitiba), dois gatos (Região Metropolitana do Recife) e um cão e um gato (Campo Grande) tiveram o Sars-CoV-2 identificados no organismo. Todos os casos foram notificados aos órgãos oficiais, como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a Organização Mundial de Saúde Animal.

A pesquisa abrange animais cujos tutores estejam em isolamento domiciliar e que tiveram resultados positivos para COVID-19 ou da resposta imunológica apenas por IgM (caracterizando doença ativa), até sete dias da data do diagnóstico. Os proprietários também precisam morar em Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba, Recife, São Paulo ou Cuiabá.

Os resultados da pesquisa indicam que a transmissão de COVID-19 é de humanos para animais. Por isso, o estudo reforça a ideia de que, em caso de resultado positivo para o coronavírus, é importante manter o distanciamento dos bichos de estimação, além do uso da máscara.

O projeto ainda está aceitando voluntários. Caso algum proprietário se interesse em participar e atendam aos requisitos citados na matéria, podem entrar em contato com os pesquisadores pelo e-mail covidufmg@gmail.com.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2021/02/4908232-pesquisa-da-ufmg-confirma-primeiro-caso-de-covid-19-em-animal-em-bh.html