Arquivo em 27/02/2021

Vereador quer proibir que animais sejam mantidos acorrentados

O vereador Dr. Marcos Paulo (PSOL) apresentou um projeto de lei que proíbe que animais sejam mantidos acorrentados ou em situação semelhante. De acordo com o texto, o descumprimento da lei causaria multa ao infrator.

Caso o infrator seja um estabelecimento comercial, a multa será de R$ 1.000,00 a R$ 10.000,00; já se for uma pessoa natural, o valor passa a ser de R$ 1.000,00 a R$ 5.000,00, além da proibição de participação em concurso público.

Na justificativa do projeto, o vereador afirma que a ideia do projeto é inibir casos de maus-tratos aos animais através do acorrentamento, que prejudica a saúde e o bem-estar. Ele destaca que o ato de acorrentar o animal pode causar problemas físicos, lesões de pele, no pescoço e pelo corpo, além de problemas psicológicos.

Além disso, o acorrentamento também representa um risco para o animal, já que existem vários registros de cães que se enforcam ao ficarem presos em correntes e afins.

Em razão disso, é preciso extirpar tal conduta de nossa sociedade. Não se pode privar o animal da sua liberdade, para atender aos interesses de quem lhe detém a sua guarda. Acorrentar um animal por longos períodos, além de ser considerado maus-tratos, é uma conduta desumana“, diz o texto.

Fonte: https://diariodorio.com/vereador-quer-proibir-que-animais-sejam-mantidos-acorrentados/

Abandono de animais domésticos dispara 70% na pandemia

Por: Mariana Lima

Em meio ao agravamento da crise sanitária com a Covid-19, o descaso com animais domésticos não para de aumentar.

O número de cães e gatos, entre outros bichos, resgatados no Brasil aumentou cerca de 70% no ano passado, segundo levantamento da Ampara Animal, uma associação de mulheres que auxilia abrigos e protetores independentes.

Foram consultados ao menos 530 abrigos por todo o país. No abrigo Toca dos Peludos, localizado na zona rural de Mairiporã (SP), por exemplo, vivem hoje 328 cães, 25 gatos, 19 cabras e 50 galinhas.

Há ainda cinco jumentos, dois cavalos e duas tartarugas. Todos são tratados pelo nome, com exceção das galinhas, devido à aparência semelhante, que dificulta a individualização na hora do trato.

Para manter a estrutura de acolhimento, o espaço precisa de R$ 45 mil por mês. Só de ração, os animais consomem 3,5 toneladas em 30 dias. A crise teve um impacto devastador sobre as doações, que recuaram quase 80%, segundo a organização.

Entre abril e julho de 2020, quando muitos comércios e escritórios estavam fechados, o abrigo presenciou uma explosão de adoção. Contudo, fevereiro de 2021 marcou o ápice de animais acolhidos no espaço.

O desemprego, o fim do auxílio emergencial, a volta ao trabalho presencial e mudanças de casa são alguns dos motivos observados para a queda nas novas adoções e o aumento do abandono.

Todos os mamíferos levados à Toca dos Peludos são castrados, vacinados e vermifugados. Há ainda o compromisso de tentar disponibilizar parte desses animais para doação.

Vira-latas, adultos, de porte médio, pelagem curta e preta compõem o perfil dos animais que as pessoas não querem adotar ou que são frequentemente abandonados depois de adultos caso consigam a adoção ainda filhotes.

Fonte: Folha de S.Paulo

Pesquisa da UFMG confirma primeiro caso de Covid-19 em animal em BH

Uma pesquisa com a participação do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (ICB-UFMG), detectou a presença da COVID-19 em um cachorro que convive com uma família em Belo Horizonte. Este é o primeiro caso da doença em um animal na capital mineira. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (22/02).

De acordo com o ICB, o cachorro, da raça boxer, convive com uma família que registrou casos de coronavírus. O caso foi descoberto por meio de uma pesquisa a nível nacional que, em Belo Horizonte, tem participação do Laboratório de Virologia Molecular, coordenado pelo Prof. Dr. Renato Santana de Aguiar, que também faz a testagem em animais.

No Brasil, são 11 casos confirmados de COVID-19 em animais: além do cachorro em Belo Horizonte, um gato (Cuiabá), quatro cães e um gato (Curitiba), dois gatos (Região Metropolitana do Recife) e um cão e um gato (Campo Grande) tiveram o Sars-CoV-2 identificados no organismo. Todos os casos foram notificados aos órgãos oficiais, como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a Organização Mundial de Saúde Animal.

A pesquisa abrange animais cujos tutores estejam em isolamento domiciliar e que tiveram resultados positivos para COVID-19 ou da resposta imunológica apenas por IgM (caracterizando doença ativa), até sete dias da data do diagnóstico. Os proprietários também precisam morar em Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba, Recife, São Paulo ou Cuiabá.

Os resultados da pesquisa indicam que a transmissão de COVID-19 é de humanos para animais. Por isso, o estudo reforça a ideia de que, em caso de resultado positivo para o coronavírus, é importante manter o distanciamento dos bichos de estimação, além do uso da máscara.

O projeto ainda está aceitando voluntários. Caso algum proprietário se interesse em participar e atendam aos requisitos citados na matéria, podem entrar em contato com os pesquisadores pelo e-mail covidufmg@gmail.com.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2021/02/4908232-pesquisa-da-ufmg-confirma-primeiro-caso-de-covid-19-em-animal-em-bh.html